sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BRASIL DE OLHO EM REALIZAR EVENTOS ESPORTIVOS 'VERDES'



ESPORTES
Por Robson Rodrigues

A Copa do Mundo de futebol, assim como os Jogos Olímpicos, se apresentam como os eventos esportivos de maior dimensão e repercussão no mundo contemporâneo, tanto por seu caráter simbólico como pela dimensão material que envolve milhões de pessoas direta e indiretamente em sua preparação e realização.
O que se tem observado na atualidade é que a criação de megaeventos como esses atendem a uma estratégia para a regeneração das cidades, devido à necessidade de construção de estádios e instalações e obras de infra-estrutura, apesar dos praticamente inevitáveis transtornos e desconfortos que serão gerados.

Nesses últimos grandes eventos, tem havido uma consistente preocupação com o meio ambiente e com o envolvimento da população, gerando um forte sentimento de cidadania e de identidade dos mesmos com a cidade. Praticamente a partir dos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, todos esses megaeventos esportivos, incluindo as Olimpíadas de Inverno, têm primado por esses cuidados. Destacamos o último: a Copa do Mundo realizada na Alemanha.

A organização foi digna de elogios e as metas de proteção ambiental foram superadas na Copa, tanto que Achim Steiner, diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), afirmou: "O campeão da Copa do Mundo de 2006 já estava definido antes de se iniciarem os jogos: a natureza". Segundo dados oficiais, a Alemanha foi o primeiro país organizador de um mundial em que as emissões de gases poluentes e a quantidade de lixo foram reduzidas.
Houve menos engarrafamentos nas estradas e as ruas ficaram limpas, segundo o balanço da iniciativa Gol Verde, concebida pela Fifa, pela Federação Alemã de Futebol e pelo Pnuma. Dois terços dos espectadores deixaram o carro em casa para viajar de trem ou de ônibus, com isso evitando a emissão de 100 mil toneladas de gases poluentes.
O ponto alto da celebração, não só para nós no melhor jogo de nossa seleção canarinho, mas também dos ambientalistas, foi a partida do Japão contra o Brasil, em que 376 ônibus foram colocados à disposição dos torcedores, fora as amplas condições de deslocamento a pé. Para terem uma idéia: a principal rota de deslocamento do centro de Dortmund, cidade onde foi realizado o jogo, até o estádio era sinalizada e revestida com um simpático tapete vermelho.

"Quando há vontade, também se encontra um caminho para torná-la realidade.
Mesmo com o pouco tempo que tivemos, conseguimos alcançar uma meta que nenhum outro evento deste porte jamais atingiu", afirmou o diretor executivo do Pnuma. "Queremos que a próxima Copa do Mundo, na África do Sul, em 2010, seja ainda mais 'verde'. O ideal seria que medidas relevantes de proteção ao meio ambiente fossem incorporadas a todos os campos da vida cotidiana e que virassem norma em vez de serem exceção", acrescentou Achim.

Enquanto isso, a nossa cidade do Rio de Janeiro terá que se preparar para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpiadas de 2016. Até lá esperamos uma maior preservação ambiental.

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