Divulgação/Wtorre
RIO
Por LEONARDO VIEIRA
A WTorre Empreendimentos é responsável pela recuperação de mangue aterrado na Baixada Fluminense, que foi parcialmente destruída por um aterramento, causando sérios impactos ambientais à região. Com frente para a Baía de Guanabara e junto à margem esquerda do Rio São João do Meriti, na cidade do Rio de Janeiro, hoje o espaço está totalmente revitalizado, mas para mantê-lo, é realizado um trabalho constante de manutenção do local. Com a área recuperada de forma sustentável, a empresa está desenvolvendo projetos para o local, que deverá se transformar no principal pólo logístico do Rio de Janeiro.
Em 1999, a WTorre Empreendimentos adquiriu uma área de um milhão de metros quadrados no local, constatando os graves danos ambientais e iniciou um projeto de revitalização, segundo seu modelo de sustentabilidade. Para o trabalho foi contratado o biólogo e ambientalista Mário Moscatelli, responsável por projetos de recuperação e manejo ambiental em áreas de mangue.
Entre as medidas adotadas, foi o desaterro de área de 23 mil metros quadrados - o equivalente a dois campos do Maracanã -, com a retirada de terra e entulho depositados no local. Segundo Solano Neiva, diretor-superintendente da WTorre Empreendimentos, em seis meses, foram recolhidos mais de 50 mil metros cúbicos de aterro. “Em seguida, foi refeito o talude estabilizador no local adequado, permitindo que a maré voltasse a inundar naturalmente a área, reconstituindo o ecossistema”.
A revitalização, com o replantio da flora nativa e eliminação de espécies invasivas, durou mais de seis anos, e em seguida foi iniciado um trabalho de limpeza e manutenção da área. “Hoje, no local existe uma floresta de mangue com mais de 300 mil metros quadrados povoada por várias espécies de caranguejos, peixes, moluscos e aves, apesar do intenso processo de degradação (lixo e esgoto) ainda exportado pelo rio São João de Meriti”, ressalta Neiva.
“O cuidado é permanente e deve ser mantido de forma ininterrupta”, ressalta Moscatelli. Pensando nisso foi criada uma cerca de quase dois quilômetros ao redor do mangue para preservar a limpeza do local e, ainda assim, a equipe retira até sete toneladas de lixo e dejetos por mês.